Na entrevista de Juca de Oliveira no programa de Jô Soares, o ator conta sobre as propriedades curativas do chá de sucupira.
A Unicamp também comprovou os benefícios da sucupira contra o câncer, artrite, artrose, dores e inflamações.
Este blog não tem a pretensão de ser original em seu conteúdo, mas apenas um espaço para guardar as coisas interessantes ou divertidas que recebo dos amigos.
domingo, 13 de março de 2011
O segredo da água de Nova Iorque
Matéria exibida no Globro Rural em 07/02/2009.
Nova York é dura na queda. Estremeceu com o ataque às torres gêmeas em 2001, se corrói com problemas crônicos de lixo, desemprego, violência e intermináveis engarrafamentos de trânsito, foi varrida pelo vendaval financeiro de 2008, mas a cidade mantém de pé o seu charme, a sua fama. É o lugar mais procurado pelos turistas. São 40 milhões de visitantes por ano.
Entre os inúmeros encantos que fazem a fama de Nova York pouca gente sabe de uma das coisas mais preciosas que a cidade tem. É a excelente qualidade da água. Graças a uma bem bolada parceria com fazendeiros e proprietários de terra, Nova York ainda não tem estação de tratamento, só de filtragem. As pessoas bebem água pura da montanha e direto da torneira.
Pra ver de onde vem, onde brota essa água lendária, nós deixamos a cidade de Nova York rumo ao interior do estado. Saímos do nível do mar e subimos cerca de 200 quilômetros , como se fôssemos para o Canadá. No meio do caminho, a 1,2 mil metros de altitude, ficam as montanhas de Catskill.
As montanhas de Catskill não estão entre as mais conhecidas dos Estados Unidos como as dos Apalaches, montanhas rochosas, mas ali fica uma cidade fundada há mais de 200 anos, uma cidade pequena e que ficou famosa no mundo inteiro em 1969 pelo que aconteceu ali.
Na música, no comportamento dos jovens representou uma revolução, o festival de Woodstock. Foi o auge do movimento hippie. Mais de 400 mil jovens se reuniram ali para
Quem se ofereceu para nos apresentar os fazendeiros parceiros da cidade de Nova York é o engenheiro florestal Tom O’Brien, diretor executivo da Wac, Watershed Agricultural Council.
“São muitas as benfeitorias. São várias práticas de manejo. É um programa amplo que, ao mesmo tempo, preserva a água e melhora o desempenho da fazenda. Mas, venha comigo no meu carro pra você ver na prática o que estamos fazendo”, diz ele.
A fazenda do mister Steve Reeds fica na cabeceira de um rio chamada de Dellaware que mais abaixo dá nome a um estado americano. Fica a 200 quilômetros da cidade de Nova York. Lá milhares de pessoas bebem do ribeirão que passa em frente da casa dele.
Para garantir a qualidade da água, a prefeitura de Nova York pagou pra ele um novo sistema de captação de esgoto e que custou o equivalente a R$ 50 mil, investimento que ele não poderia bancar sozinho.
“Nem em sonho eu conseguiria fazer o que construíram aqui. Essa tampa que você vê aí é de uma caixa de concreto subterrânea. É um pequeno tanque de captação tanto da água de pia e chuveiro como das privadas. Daqui, o esgoto é canalizado. A tubulação passa sobre o córrego. Vai para esta outra caixa maior. E de determinado ponto ela é bombeada para o alto do terreno.”, conta Steve Reeds.
Não se vê nada, pois está tudo enterrado, mas de um determinado ponto, o esgoto é alçado cem metros acima e, só então, é feito a descarga. Nessa distância, a sujeira é filtrada pelo solo de modo que estará limpa quando cair no lençol e chegar ao córrego.
Nas montanhas de Catskill, a extração de nativas é uma tradição de mais de 300 anos. Quase toda propriedade faz manejo florestal.
Interessantíssima, é uma experiência consolidada, que já inspirou projetos em vários pontos do mundo, inclusive o de Extrema, em Minas Gerais. Veja como funciona.
Nova York é dura na queda. Estremeceu com o ataque às torres gêmeas em 2001, se corrói com problemas crônicos de lixo, desemprego, violência e intermináveis engarrafamentos de trânsito, foi varrida pelo vendaval financeiro de 2008, mas a cidade mantém de pé o seu charme, a sua fama. É o lugar mais procurado pelos turistas. São 40 milhões de visitantes por ano.
Entre os inúmeros encantos que fazem a fama de Nova York pouca gente sabe de uma das coisas mais preciosas que a cidade tem. É a excelente qualidade da água. Graças a uma bem bolada parceria com fazendeiros e proprietários de terra, Nova York ainda não tem estação de tratamento, só de filtragem. As pessoas bebem água pura da montanha e direto da torneira.
Pra ver de onde vem, onde brota essa água lendária, nós deixamos a cidade de Nova York rumo ao interior do estado. Saímos do nível do mar e subimos cerca de 200 quilômetros , como se fôssemos para o Canadá. No meio do caminho, a 1,2 mil metros de altitude, ficam as montanhas de Catskill.
As montanhas de Catskill não estão entre as mais conhecidas dos Estados Unidos como as dos Apalaches, montanhas rochosas, mas ali fica uma cidade fundada há mais de 200 anos, uma cidade pequena e que ficou famosa no mundo inteiro em 1969 pelo que aconteceu ali.
Na música, no comportamento dos jovens representou uma revolução, o festival de Woodstock. Foi o auge do movimento hippie. Mais de 400 mil jovens se reuniram ali para
Quem se ofereceu para nos apresentar os fazendeiros parceiros da cidade de Nova York é o engenheiro florestal Tom O’Brien, diretor executivo da Wac, Watershed Agricultural Council.
“Prazer em conhecê-lo”, diz ele.
“O prazer é meu”, diz o repórter.
“Sejam bem-vindos”, diz ele.
Ele é diretor executivo de uma coisa que não existe no Brasil. Não é uma ONG, organização não governamental, não é uma cooperativa, uma associação, é um conselho formado por proprietários rurais que já investiu mais de 100 milhões de dólares em benfeitorias nas fazendas de Catskill.
“O prazer é meu”, diz o repórter.
“Sejam bem-vindos”, diz ele.
Ele é diretor executivo de uma coisa que não existe no Brasil. Não é uma ONG, organização não governamental, não é uma cooperativa, uma associação, é um conselho formado por proprietários rurais que já investiu mais de 100 milhões de dólares em benfeitorias nas fazendas de Catskill.
“São muitas as benfeitorias. São várias práticas de manejo. É um programa amplo que, ao mesmo tempo, preserva a água e melhora o desempenho da fazenda. Mas, venha comigo no meu carro pra você ver na prática o que estamos fazendo”, diz ele.
Nossa primeira visita é ao mister Steve Reed que tem 60 hectares , dois terços de mata. No pasto, agora, cria um gadinho de corte vende lenha, mas a renda com que conta mesmo vem de duas fontes: pela reserva florestal, todo ano recebe da prefeitura de Nova York, cerca R$ 10 mil.
“Ah! Sem esse dinheiro do programa, não sei o que faria para pagar meus impostos”, diz ele.
A outra fonte de renda vem do bosque para onde mister Steve Reed nos leva. É uma árvore nativa da região.
O nome da árvore é maple, mais conhecido entre nós como árvore do Canadá, com a folha de três pontas. Assim como da folha da seringueira se faz látex, desta árvore se faz o xarope mais consumido nos Estados Unidos. É uma árvore que dá açúcar.
O nome da árvore é maple, mais conhecido entre nós como árvore do Canadá, com a folha de três pontas. Assim como da folha da seringueira se faz látex, desta árvore se faz o xarope mais consumido nos Estados Unidos. É uma árvore que dá açúcar.
O filho de Steve Reed, Scott, conta que fazem uns furos no tronco. Enfiam neles umas chupetas e, por gravidade ou bomba a vácuo, aspiram a seiva. Ela segue por uma fiação até as caldeiras. Fervida, como a garapa pra fazer melado de cana, a seiva se transforma no delicioso xarope de Maple, aquele melzinho que em filme a gente vê o americano pondo nas panquecas do café da manhã.
“Esta árvore é o esteio da renda de muitas famílias nesta parte dos Estados Unidos e do Canadá. O programa de conservação paga engenheiros florestais para orientar o produtor a tirar mais proveito do bosque. Antes da assistência técnica, porém, resolvemos os problemas de poluição de água que existem na propriedade.”, diz Tom O’Brien.
“Esta árvore é o esteio da renda de muitas famílias nesta parte dos Estados Unidos e do Canadá. O programa de conservação paga engenheiros florestais para orientar o produtor a tirar mais proveito do bosque. Antes da assistência técnica, porém, resolvemos os problemas de poluição de água que existem na propriedade.”, diz Tom O’Brien.
A fazenda do mister Steve Reeds fica na cabeceira de um rio chamada de Dellaware que mais abaixo dá nome a um estado americano. Fica a 200 quilômetros da cidade de Nova York. Lá milhares de pessoas bebem do ribeirão que passa em frente da casa dele.
Para garantir a qualidade da água, a prefeitura de Nova York pagou pra ele um novo sistema de captação de esgoto e que custou o equivalente a R$ 50 mil, investimento que ele não poderia bancar sozinho.
“Nem em sonho eu conseguiria fazer o que construíram aqui. Essa tampa que você vê aí é de uma caixa de concreto subterrânea. É um pequeno tanque de captação tanto da água de pia e chuveiro como das privadas. Daqui, o esgoto é canalizado. A tubulação passa sobre o córrego. Vai para esta outra caixa maior. E de determinado ponto ela é bombeada para o alto do terreno.”, conta Steve Reeds.
Não se vê nada, pois está tudo enterrado, mas de um determinado ponto, o esgoto é alçado cem metros acima e, só então, é feito a descarga. Nessa distância, a sujeira é filtrada pelo solo de modo que estará limpa quando cair no lençol e chegar ao córrego.
“A minha antiga fossa fica na beira do córrego. Infiltrava de um jeito que não podia imaginar.”, diz Steve Reeds.
“Quantas sistemas de esgoto como este foram construídos nas fazendas daqui?”, pergunta o repórter.
“Muitos. Mais de 300.”, conta Tom O’Brien.
Nas montanhas de Catskill, a extração de nativas é uma tradição de mais de 300 anos. Quase toda propriedade faz manejo florestal.
Tom O´Brien nos levou a uma das maiores, que pertence Associação Cristã de Moços e tem 2,5 mil hectares.
Os recantos mais bonitos são abertos para o eco-turismo. No resto, é exploração de madeira.
Os recantos mais bonitos são abertos para o eco-turismo. No resto, é exploração de madeira.
No momento em que chegamos, está saindo uma carreta de toras para o Canadá. Até a ponte é emprestada pelo programa que a cidade de Nova York banca.
“A gente chama de ponte temporária. Temos de vários modelos e tamanhos. O contato das rodas e os resíduos de combustível contaminam a água. Nova York não quer isso. Então, fazemos o rodízio das pontes”, diz O’Brien.
Marcadores:
Curiosidades,
Qualidade de vida,
Tecnologia
domingo, 6 de março de 2011
SER CHIQUE
Glória Kalil
Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção à sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!
Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção à sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!
Assinar:
Comentários (Atom)