Por Raul Candeloro
Outro dia recebi uma história muito interessante, chamada "O Tesouro de Bresa", onde uma pessoa pobre compra um livro com o segredo de um tesouro. Para descobrir o segredo, a pessoa tem que decifrar todos os idiomas escritos no livro.
Ao estudar e aprender estes idiomas começam a surgir oportunidades na vida do sujeito, e ele lentamente (de forma segura) começa a prosperar. Depois ele precisa decifrar os cálculos matemáticos do livro. É obrigado a continuar estudando e se desenvolvendo, e a sua prosperidade aumenta.
No final da história, não existe tesouro algum - na busca do segredo, a pessoa se desenvolveu tanto que ela mesma passa a ser o tesouro.
O profissional que quiser ter sucesso e prosperidade precisa aprender a trabalhar a si mesmo com muita disciplina e persistência. Vejo com freqüência as pessoas dando um duro danado no trabalho, porque foram preguiçosas demais para darem um duro danado em si mesmas. Os piores são os que acham que podem dar duro de vez em quando. Ou que já deram duro e agora podem se acomodar.
Entenda: o processo de melhoria não deve acabar nunca. A acomodação é o maior inimigo do sucesso!!! Por isso dizem que a viagem é mais importante que o destino. O que você é acaba sendo muito mais importante do que o que você tem. A pergunta importante não é "quanto vou ter?", mas sim "no que vou me transformar?" Não é "quanto vou ganhar?", mas sim "quanto vou aprender?". Pense bem e você notará que tudo o que tem é fruto direto da pessoa que você é hoje. Se você não tem o suficiente, ou se acha o mundo injusto, talvez esteja na hora de rever esses conceitos.
O porteiro do meu prédio vem logo à mente. É porteiro desde que o conheço. Passa 8 horas por dia na sua sala, sentado atrás da mesa. Nunca o peguei lendo um livro. Está sempre assistindo à TV, ou reclamando do governo, do salário, do tempo. É um bom porteiro, mas em todos estes anos poderia ter se desenvolvido e hoje ser muito melhor do que é. Continua porteiro, sabendo (e fazendo) exatamente as mesmas coisas que sabia (e fazia) dez anos atrás. Aí reclama que o sindicato não negocia um reajuste maior todos os anos. Nunca consegui fazê-lo entender que as pessoas não merecem ganhar mais só porque o tempo passou.
Ou você aprende e melhora, ou merece continuar recebendo exatamente a mesma coisa. Produz mais, vale mais? Ganha mais. Produz a mesma coisa? Ganha a mesma coisa. É simples. Os rendimentos de uma pessoa raramente excedem seu desenvolvimento pessoal e profissional. Às vezes alguns têm um pouco mais de sorte, mas na média isso é muito raro. É só ver o que acontece com os ganhadores da loteria, astros, atletas. Em poucos anos, muitos acabam perdendo tudo.
Alguém certa vez comentou que se todo o dinheiro do mundo fosse repartido igualmente, em pouco tempo estaria de volta ao bolso de alguns poucos. Porque a verdade é que é difícil receber mais do que se é. Como diz o Jim Rohn, no que ele chama do grande axioma da vida: "Para ter mais amanhã, você precisa ser mais do que é hoje". Esse deveria ser o foco da sua atenção.
Não são precisos saltos revolucionários, nem esforços tremendos repentinos. Melhore 1% todos os dias (o conceito de "kaizen"), em diversas áreas da sua vida, sem parar. Continue, mesmo que os resultados não sejam imediatos e que aparentemente / superficialmente pareça que não está melhorando. Porque existe, de acordo com Rohn, um outro axioma: o de não mudar.
"Se você não mudar quem você é, você continuará tendo o que sempre teve".
Este blog não tem a pretensão de ser original em seu conteúdo, mas apenas um espaço para guardar as coisas interessantes ou divertidas que recebo dos amigos.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
O ABACAXI
João trabalhava em uma empresa há muitos anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo, já com seus 20 anos de casa.
Um belo dia, ele procura o dono da empresa para fazer uma reclamação:
- Patrão, tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. O Juca, que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu.
O patrão escutou atentamente e disse:
- João, foi muito bom você vir aqui.
- Antes de tocarmos nesse assunto, tenho um problema para resolver e gostaria da sua ajuda. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi .
João, meio sem jeito, saiu da sala e foi cumprir a missão.
Em cinco minutos estava de volta.
- E aí, João?
- Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.
- Que bom! E quanto custa?
- Isso eu não perguntei, não...
- E eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários?
- Também não perguntei isso, não...
- Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?
- Não sei, não...
O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Juca. Deu a ele a mesma orientação que dera a João:
- Juca, estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi, por favor.
Em oito minutos o Juca voltou:
- Eles têm abacaxi, sim, e em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. E se o senhor preferir, tem também laranja, banana e mamão.
- Abacaxi é vendido a R$1,50 cada; a banana e o mamão a R$1,00 o quilo; melão R$ 1,20 a unidade e a laranja a R$ 20,00 o cento, já descascado.
- Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles darão um desconto de 15%. Aí aproveitei e já deixei pré-reservado.
- Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo - explicou Juca.
Agradecendo as informações, o patrão dispensou-o para retornar ao trabalho.
Voltou-se para o João, que permanecia sentado ao lado, e perguntou-lhe:
- João, o que foi mesmo que você estava me dizendo?
- Não era nada senhor...
Um belo dia, ele procura o dono da empresa para fazer uma reclamação:
- Patrão, tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. O Juca, que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu.
O patrão escutou atentamente e disse:
- João, foi muito bom você vir aqui.
- Antes de tocarmos nesse assunto, tenho um problema para resolver e gostaria da sua ajuda. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi .
João, meio sem jeito, saiu da sala e foi cumprir a missão.
Em cinco minutos estava de volta.
- E aí, João?
- Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.
- Que bom! E quanto custa?
- Isso eu não perguntei, não...
- E eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários?
- Também não perguntei isso, não...
- Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?
- Não sei, não...
O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Juca. Deu a ele a mesma orientação que dera a João:
- Juca, estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Vá até lá e verifique se eles têm abacaxi, por favor.
Em oito minutos o Juca voltou:
- Eles têm abacaxi, sim, e em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. E se o senhor preferir, tem também laranja, banana e mamão.
- Abacaxi é vendido a R$1,50 cada; a banana e o mamão a R$1,00 o quilo; melão R$ 1,20 a unidade e a laranja a R$ 20,00 o cento, já descascado.
- Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles darão um desconto de 15%. Aí aproveitei e já deixei pré-reservado.
- Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo - explicou Juca.
Agradecendo as informações, o patrão dispensou-o para retornar ao trabalho.
Voltou-se para o João, que permanecia sentado ao lado, e perguntou-lhe:
- João, o que foi mesmo que você estava me dizendo?
- Não era nada senhor...
A HISTÓRIA DE JOÃO E MÁRIO
João é um importante empresário. Mora em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.
Enquanto isso, em bairro mais pobre de outra capital, vive Mário.
Num belo dia, João deu um longo beijo em sua amada e fez em silêncio a sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.
Após tomar café com a esposa e os filhos, João levou-os ao colégio e se dirigiu a uma de suas empresas.
Chegando lá, cumprimentou com um sorriso os funcionários, inclusive Dona Tereza, a faxineira.
Tinha ele inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos da empresa, contatos com fornecedores e clientes, mas a primeira coisa que disse para sua secretária foi: “Calma, fazer uma coisa de cada vez, sem stress”.
Ao chegar a hora do almoço, ele foi para casa curtir a família. A tarde tomou conhecimento que o faturamento do mês superou os objetivos e mandou anunciar que todos os funcionários teriam gratificações salariais no mês seguinte.
Apesar da sua calma, ou talvez, por causa dela, conseguiu resolver tudo que estava agendado para aquele dia. Como já era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar e depois foi dar uma palestra para estudantes sobre motivação para vencer na vida.
Enquanto isso, em bairro mais pobre de outra capital, vive Mário. Como fazia em todas as sextas-feiras, Mário foi para o bar jogar sinuca e beber com amigos. Já chegou lá nervoso, pois estava desempregado.
Um amigo seu tinha lhe oferecido uma vaga em sua oficina como auxiliar de mecânico, mas ele recusou, alegando não gostar do tipo de trabalho.
Mário não tem filhos e está também sem uma companheira, pois sua terceira mulher partiu dias antes dizendo que estava cansada de ser espancada e de viver com um inútil. Ele estava morando de favor, num quarto imundo no porão de uma casa.
Naquele dia, Mário bebeu mais algumas, jogou, bebeu, jogou e bebeu até o dono do bar pedir para ele ir embora. Ele pediu para pendurar a sua conta, mas seu crédito havia acabado, então armou uma tremenda confusão… e o dono do bar o colocou para fora.
Sentado na calçada, Mário chorava pensando no que havia se tornado sua vida, quando seu único amigo, o mecânico, apareceu. Após levá-lo para casa e curado um pouco o porre, ele perguntou a Mário:
- “Diga-me por favor, o que fez com que você chegasse até o fundo do poço desta maneira?”
Mário então desabafou:
- A minha família… Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável.
Quando minha mãe morreu doente, por falta de condições, eu saí de casa, revoltado com a vida e com o mundo.
Tinha um irmão gêmeo chamado João, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo dessa mesma forma.
Enquanto isso, na outra capital, João terminava sua palestra para estudantes. Já estava se despedindo quando um aluno ergueu o braço e lhe fez a seguinte pergunta:
- “Diga-me por favor, o que fez com que o senhor chegasse até onde está hoje, um grande empresário e um grande ser humano?” João emocionado, respondeu:
- “A minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável”.
Quando minha mãe morreu, por falta de condições, eu saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família.
Tinha um irmão gêmeo chamado Mário, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo dessa mesma forma.
Moral da história:
O que aconteceu com você até agora não é o que vai definir o seu futuro, e sim a maneira como você vai reagir a tudo que aconteceu. Sua vida pode ser diferente, não se lamente pelo passado, construa você mesmo o seu futuro.
Enquanto isso, em bairro mais pobre de outra capital, vive Mário.
Num belo dia, João deu um longo beijo em sua amada e fez em silêncio a sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.
Após tomar café com a esposa e os filhos, João levou-os ao colégio e se dirigiu a uma de suas empresas.
Chegando lá, cumprimentou com um sorriso os funcionários, inclusive Dona Tereza, a faxineira.
Tinha ele inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos da empresa, contatos com fornecedores e clientes, mas a primeira coisa que disse para sua secretária foi: “Calma, fazer uma coisa de cada vez, sem stress”.
Ao chegar a hora do almoço, ele foi para casa curtir a família. A tarde tomou conhecimento que o faturamento do mês superou os objetivos e mandou anunciar que todos os funcionários teriam gratificações salariais no mês seguinte.
Apesar da sua calma, ou talvez, por causa dela, conseguiu resolver tudo que estava agendado para aquele dia. Como já era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar e depois foi dar uma palestra para estudantes sobre motivação para vencer na vida.
Enquanto isso, em bairro mais pobre de outra capital, vive Mário. Como fazia em todas as sextas-feiras, Mário foi para o bar jogar sinuca e beber com amigos. Já chegou lá nervoso, pois estava desempregado.
Um amigo seu tinha lhe oferecido uma vaga em sua oficina como auxiliar de mecânico, mas ele recusou, alegando não gostar do tipo de trabalho.
Mário não tem filhos e está também sem uma companheira, pois sua terceira mulher partiu dias antes dizendo que estava cansada de ser espancada e de viver com um inútil. Ele estava morando de favor, num quarto imundo no porão de uma casa.
Naquele dia, Mário bebeu mais algumas, jogou, bebeu, jogou e bebeu até o dono do bar pedir para ele ir embora. Ele pediu para pendurar a sua conta, mas seu crédito havia acabado, então armou uma tremenda confusão… e o dono do bar o colocou para fora.
Sentado na calçada, Mário chorava pensando no que havia se tornado sua vida, quando seu único amigo, o mecânico, apareceu. Após levá-lo para casa e curado um pouco o porre, ele perguntou a Mário:
- “Diga-me por favor, o que fez com que você chegasse até o fundo do poço desta maneira?”
Mário então desabafou:
- A minha família… Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável.
Quando minha mãe morreu doente, por falta de condições, eu saí de casa, revoltado com a vida e com o mundo.
Tinha um irmão gêmeo chamado João, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo dessa mesma forma.
Enquanto isso, na outra capital, João terminava sua palestra para estudantes. Já estava se despedindo quando um aluno ergueu o braço e lhe fez a seguinte pergunta:
- “Diga-me por favor, o que fez com que o senhor chegasse até onde está hoje, um grande empresário e um grande ser humano?” João emocionado, respondeu:
- “A minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum. Tínhamos uma vida miserável”.
Quando minha mãe morreu, por falta de condições, eu saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família.
Tinha um irmão gêmeo chamado Mário, que também saiu de casa no mesmo dia, mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi. Deve estar vivendo dessa mesma forma.
Moral da história:
O que aconteceu com você até agora não é o que vai definir o seu futuro, e sim a maneira como você vai reagir a tudo que aconteceu. Sua vida pode ser diferente, não se lamente pelo passado, construa você mesmo o seu futuro.
A IMPORTÂNCIA DOS EXECUTIVOS
Conta a historia que, houve uma competição entre as equipes de remo do Brasil e do Japão, logo no inicio da regata, o barco japonês começou a se distanciar e completou o percurso rapidamente. O barco brasileiro chegou com uma HORA de atraso.
De volta ao Brasil, o Comitê Executivo se reuniu para avaliar as causas o desastroso resultado e constatou.
A) A equipe japonesa era formada por 1 Chefe de Equipe e 10 remadores.
B) A equipe brasileira era formada por 1 remador e 10 Chefes de Equipe.
A decisão passou, então, para a esfera do Planejamento Estratégico, que deveria realizar uma certíssima reestruturação da equipe, visando a prova do ano seguinte.
No ano seguinte, dada a largada, os nipônicos dispararam e, desta vez, nossa equipe chegou com DUAS HORAS de atraso.
Uma nova analise das causas do fracasso mostrou os seguintes resultados:
A) A equipe japonesa continuava com um Chefe de Equipe e 10 remadores.
B) A equipe brasileira, apos as mudanças introduzidas pelo pessoal de Planejamento Estratégico, era formada por:
1 Chefe de Equipe, 2 Assessores de Chefia, 7 Chefes de Departamento, 1 Remador.
A conclusão do Comitê que analisou as causas do novo fracasso foi unânime: O REMADOR ERA UM INCOMPETENTE!!!
No próximo ano, nova oportunidade. O Departamento de Tecnologia e Novos negócios do Brasil pos em pratica um plano para melhorar a produtividade da equipe, com a introdução de mudanças baseadas no que havia de mais moderno no mercado e que, SEM DUVIDA, produziria aumentos significativos de eficiência e eficácia.
Os pontos principais das mudanças eram o "resizing" e o "turn-around" e, COM CERTEZA, desta vez os brasileiros humilhariam os japoneses, porem, o resultado mais uma vez foi catastrofico e a equipe brasileira chegou TRÊS HORAS depois do barco do Sol Nascente.
As conclusões revelaram dados aterradores:
A) Mantendo a sua tradição milenar, a equipe japonesa era formada por 1 Chefe de Equipe e 10 remadores.
B) A equipe brasileira, por sua vez, utilizou uma formação vanguardista, integrada por: 1 Chefe de Equipe, 2 Auditores de Qualidade Total, 1 Assessor especializado em "Empowerment, 1 Supervisor para assuntos de "Downsizing", 1 Analista de Informática, 1 Chefe de Tecnologia, 1 "Controler", 1 Chefe de Departamento, 1 Controlador de Tempo, 1 Remador.
Depois de vários dias de reunião e analise, o Comitê Executivo decidiu castigar o remador e aboliu "todos os seus benefícios e incentivos, em função do fracasso alcançado”.
Na reunião de encerramento, o mesmo Comitê, fortalecido pela presença dos principais acionistas, anunciou:
"Contrataremos um novo remador, mas desta vez com contrato de Prestação de Servidos de Terceiros, sem vínculos trabalhistas, para que não tenhamos que lidar com os sindicatos, que degradam a eficiência e a produtividade dos recursos humanos".
De volta ao Brasil, o Comitê Executivo se reuniu para avaliar as causas o desastroso resultado e constatou.
A) A equipe japonesa era formada por 1 Chefe de Equipe e 10 remadores.
B) A equipe brasileira era formada por 1 remador e 10 Chefes de Equipe.
A decisão passou, então, para a esfera do Planejamento Estratégico, que deveria realizar uma certíssima reestruturação da equipe, visando a prova do ano seguinte.
No ano seguinte, dada a largada, os nipônicos dispararam e, desta vez, nossa equipe chegou com DUAS HORAS de atraso.
Uma nova analise das causas do fracasso mostrou os seguintes resultados:
A) A equipe japonesa continuava com um Chefe de Equipe e 10 remadores.
B) A equipe brasileira, apos as mudanças introduzidas pelo pessoal de Planejamento Estratégico, era formada por:
1 Chefe de Equipe, 2 Assessores de Chefia, 7 Chefes de Departamento, 1 Remador.
A conclusão do Comitê que analisou as causas do novo fracasso foi unânime: O REMADOR ERA UM INCOMPETENTE!!!
No próximo ano, nova oportunidade. O Departamento de Tecnologia e Novos negócios do Brasil pos em pratica um plano para melhorar a produtividade da equipe, com a introdução de mudanças baseadas no que havia de mais moderno no mercado e que, SEM DUVIDA, produziria aumentos significativos de eficiência e eficácia.
Os pontos principais das mudanças eram o "resizing" e o "turn-around" e, COM CERTEZA, desta vez os brasileiros humilhariam os japoneses, porem, o resultado mais uma vez foi catastrofico e a equipe brasileira chegou TRÊS HORAS depois do barco do Sol Nascente.
As conclusões revelaram dados aterradores:
A) Mantendo a sua tradição milenar, a equipe japonesa era formada por 1 Chefe de Equipe e 10 remadores.
B) A equipe brasileira, por sua vez, utilizou uma formação vanguardista, integrada por: 1 Chefe de Equipe, 2 Auditores de Qualidade Total, 1 Assessor especializado em "Empowerment, 1 Supervisor para assuntos de "Downsizing", 1 Analista de Informática, 1 Chefe de Tecnologia, 1 "Controler", 1 Chefe de Departamento, 1 Controlador de Tempo, 1 Remador.
Depois de vários dias de reunião e analise, o Comitê Executivo decidiu castigar o remador e aboliu "todos os seus benefícios e incentivos, em função do fracasso alcançado”.
Na reunião de encerramento, o mesmo Comitê, fortalecido pela presença dos principais acionistas, anunciou:
"Contrataremos um novo remador, mas desta vez com contrato de Prestação de Servidos de Terceiros, sem vínculos trabalhistas, para que não tenhamos que lidar com os sindicatos, que degradam a eficiência e a produtividade dos recursos humanos".
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