quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A IMPORTÂNCIA DOS EXECUTIVOS

Conta a historia que, houve uma competição entre as equipes de remo do Brasil e do Japão, logo no inicio da regata, o barco japonês começou a se distanciar e completou o percurso rapidamente. O barco brasileiro chegou com uma HORA de atraso.

De volta ao Brasil, o Comitê Executivo se reuniu para avaliar as causas o desastroso resultado e constatou.

A) A equipe japonesa era formada por 1 Chefe de Equipe e 10 remadores.
B) A equipe brasileira era formada por 1 remador e 10 Chefes de Equipe.

A decisão passou, então, para a esfera do Planejamento Estratégico, que deveria realizar uma certíssima reestruturação da equipe, visando a prova do ano seguinte.

No ano seguinte, dada a largada, os nipônicos dispararam e, desta vez, nossa equipe chegou com DUAS HORAS de atraso.

Uma nova analise das causas do fracasso mostrou os seguintes resultados:

A) A equipe japonesa continuava com um Chefe de Equipe e 10 remadores.

B) A equipe brasileira, apos as mudanças introduzidas pelo pessoal de Planejamento Estratégico, era formada por:

1 Chefe de Equipe, 2 Assessores de Chefia, 7 Chefes de Departamento, 1 Remador.

A conclusão do Comitê que analisou as causas do novo fracasso foi unânime: O REMADOR ERA UM INCOMPETENTE!!!

No próximo ano, nova oportunidade. O Departamento de Tecnologia e Novos negócios do Brasil pos em pratica um plano para melhorar a produtividade da equipe, com a introdução de mudanças baseadas no que havia de mais moderno no mercado e que, SEM DUVIDA, produziria aumentos significativos de eficiência e eficácia.

Os pontos principais das mudanças eram o "resizing" e o "turn-around" e, COM CERTEZA, desta vez os brasileiros humilhariam os japoneses, porem, o resultado mais uma vez foi catastrofico e a equipe brasileira chegou TRÊS HORAS depois do barco do Sol Nascente.

As conclusões revelaram dados aterradores:

A) Mantendo a sua tradição milenar, a equipe japonesa era formada por 1 Chefe de Equipe e 10 remadores.

B) A equipe brasileira, por sua vez, utilizou uma formação vanguardista, integrada por: 1 Chefe de Equipe, 2 Auditores de Qualidade Total, 1 Assessor especializado em "Empowerment, 1 Supervisor para assuntos de "Downsizing", 1 Analista de Informática, 1 Chefe de Tecnologia, 1 "Controler", 1 Chefe de Departamento, 1 Controlador de Tempo, 1 Remador.


Depois de vários dias de reunião e analise, o Comitê Executivo decidiu castigar o remador e aboliu "todos os seus benefícios e incentivos, em função do fracasso alcançado”.

Na reunião de encerramento, o mesmo Comitê, fortalecido pela presença dos principais acionistas, anunciou:

"Contrataremos um novo remador, mas desta vez com contrato de Prestação de Servidos de Terceiros, sem vínculos trabalhistas, para que não tenhamos que lidar com os sindicatos, que degradam a eficiência e a produtividade dos recursos humanos".

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